FAQ

Encontre abaixo as respostas para suas dúvidas

  • As patentes atendem o interesse público ao dar um monopólio temporário aos inventores de novos produtos em retorno da troca de conhecimentos com a comunidade científica. O monopólio temporário também permite aos inventores recuperar seus custos e auferir de um lucro razoável. Entretanto, após o vencimento do prazo da patente, o conhecimento se torna de domínio público e pode ser utilizado por qualquer um. Na indústria farmacêutica, é onde entram os genéricos.

  • Genérico autorizado é um medicamento originalmente comercializado e vendido como produto de referência (de marca), embora com uma nova embalagem/bula e comercializado sob uma denominação genérica, geralmente após o vencimento do prazo da patente. Pode ser comercializado pela própria companhia farmacêutica que detinha patente sobre o produto de marca ou por meio de uma controlada, ou a companhia proprietária da marca pode licenciar o produto a outra empresa com a cobrança de royalties. Os genéricos autorizados são vendidos a um custo mais baixo e são uma alternativa ao medicamento de marca. Nesse caso, não há obrigação de respeitar o dispositivo da Lei Hatch Waxman que concede exclusividade de 180 dias ao primeiro medicamento genérico lançado no mercado.

  • Biossimilares ou follow on proteins, são novas versões de produtos biofarmacêuticos cujas patentes já venceram. São produzidos usando o mesmo material genético central e são aprovados sob a condição de que sejam comparáveis ao produto de referencia em termos de segurança e eficácia. Trata-se de moléculas grandes e complexas produzidas por organismos vivos, altamente sensíveis a mudanças na fabricação; os genéricos são moléculas menores, produzidas por sínteses químicas, as quais geralmente são bastante estáveis. Biossimilares é o termo oficial usado pelas agencias reguladoras européias; a terminologia Americana usa follow-on protein products (FOPP).

  • A partir de 2010, as patentes dos principais produtos biofarmacêuticos vão vencer, o que abre caminho para a concorrência. Além disso, estima-se que até 2010 aproximadamente 50% dos medicamentos recém-aprovados serão biofarmacêuticos. Mais cedo ou mais tarde, as patentes de todos esses medicamentos vão "caducar". Em outras palavras, os biossimilares são um mercado futuro importante para empresas como a Sandoz.

  • Em poucas palavras: os biossimilares são moléculas grandes e complexas produzidas por organismos vivos, altamente sensíveis a mudanças na fabricação; os genéricos são moléculas menores, produzidas por sínteses químicas, as quais geralmente são bastante estáveis.

    O que são esses outros termos - biológicos, follow-on proteins, biogenéricos?

    Biossimilares é o termo aceito pelas agências reguladoras européias; follow-on protein products (FOPP) é a terminologia equivalente nos EUA. "Medicamentos biológicos" é um outro termo para os produtos biofarmacêuticos. O termo biogenéricos não é aceito pelas agencias reguladoras.

     

  • Os biossimilares não são quimicamente idênticos aos produtos de referencia como são os genéricos - os primeiros são produzidos por organismos vivos e não por sínteses químicas. Entretanto, são produtos que comprovadamente satisfizeram os reguladores por serem comparáveis ao produto de referencia em termos de qualidade, segurança e eficácia.

  • Os biossimilares são disponibilizados de maneira semelhante à dos demais medicamentos de receituário. Entretanto, uma diferença importante entre os biossimilares e os genéricos é que os farmacêuticos não podem substituir biofarmacêuticos de referência receitados por um médico por biossimilares. Em outras palavras, o farmacêutico fica obrigado a fornecer o produto receitado pelo médico.

  • Em tese, há tantos tipos de biossimilares como há produtos biofarmacêuticos de referência. Eles variam de proteínas relativamente simples até moléculas complexas como anticorpos monoclonais (AcM) e proteínas de fusão.