Novos tratamentos para câncer de próstata oferecem sobrevida aos pacientes

  • O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum em homens no Brasil e é o sexto no mundo¹;
  • Tema teve destaque em um dos mais relevantes congressos de oncologia, o ESMO, realizado em Madrid.

São Paulo, 14 de novembro de 2014 – O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais corriqueiro entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma.  Até o final de 2014, estima-se 68,8 mil novos casos da doença no Brasil¹. Diante deste cenário, nos últimos cinco anos houve grandes avanços no tratamento da doença e duas opções foram apresentadas no ESMO 2014, Congresso Anual da Sociedade Européia de Oncologia Médica. Trata-se da terapia hormonal combinada de enzalutamida e abiraterona para pacientes que não respondem a tratamentos com terapias hormonais comuns, proporcionando maior sobrevida.

Segundo o oncologista clínico, diretor técnico do Grupo Acreditar e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (2011-2013), Anderson Arantes Silvestrini, o câncer de próstata ocorre por alterações prostáticas com crescimento descontrolado, são esporádicos e com baixa incidência genética e acometem mais frequentemente homens por volta dos 50 anos de idade.

Trata-se de uma doença assintomática, mas, em níveis mais acentuados de desenvolvimento, o paciente pode sentir dificuldades para urinar, apresentar sangramento urinário, sentir a necessidade de urinar várias vezes durante a noite ou perceber a diminuição do jato urinário. O diagnóstico é realizado por um patologista, por meio de uma biopsia prostática e estudo do material.

Exames periódicos a partir dos 50 anos são indicados para todos os homens, principalmente, negros ou com parentes em primeiro grau com histórico de câncer de próstata. Esse cuidado reduz a mortalidade pela doença em 20%. Além disso, é importante ter hábitos saudáveis e fazer acompanhamento periódico com um médico para prevenção da doença.

Segundo o oncologista clínico, o tratamento depende da extensão da doença. A partir da última década os tratamentos começaram a ser realizados por meio da terapia hormonal, mas novas moléculas têm sido estudadas para o controle do câncer na próstata. “Nos últimos cinco anos houve grandes avanços com a chegada de novos tratamentos hormonais como a enzalutamida e abiraterona que podem ser utilizados antes e após a quimioterapia com ganhos significativos de sobrevida”.

Apesar dos avanços científicos, o grande desafio continua sendo o acesso e o fato da maioria dos tratamentos não serem reembolsados pelo governo. “Precisamos de políticas claras de saúde para que o acesso às novas terapias chegue a toda população. Equalizar os custos para que as terapias mais eficazes sejam implementadas será o segredo do sucesso”, complementa o especialista.

Além disso, para Silvestrini políticas institucionais para rastreamento e diagnóstico precoce são essenciais, já que o custo de tratamento para a doença inicial é mais baixo e com menos sequelas que a avançada.

 

Destaques no ESMO 2014

Dentre os novidades do evento, destacou-se a análise do estudo randomizado de fase III COU-AA-302, com 1.088 participantes, demonstrando que o uso de acetato de abiraterona combinado à prednisona pode retardar significativamente a progressão do câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRCm) em pacientes sem quimioterapia anterior. A conclusão do estudo mostrou que depois de mais de quatro anos de seguimento (49,4 meses), o acetato de abiraterona prolongou significativamente a sobrevida global (SG), com mediana de 34.7 meses versus 30.3 meses.
O estudo foi o primeiro a demonstrar ganhos estatisticamente significativos de sobrevida global e diante dos resultados alcançados, 44% dos pacientes do braço placebo-controle passaram a ser tratados com abiraterona combinada com prednisona.
Além disso, a Sandoz, divisão de genéricos do Grupo Novartis, promoveu uma importante palestra sobre câncer de próstata. Na ocasião, foi apresentada a nova identidade visual do acetato de leuprorrelina, indicado para pacientes em tratamento de câncer próstata. Trata-se de um hormônio sintético que age diminuindo a produção do hormônio gonadotropina pelo corpo, bloqueando a produção hormonal dos testículos e o desenvolvimento de alguns tipos de tumores.

 

Referências:

¹Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Câncer de Próstata. Disponível aqui. Acessado em: 19/09/2014

 

Sobre a Sandoz

A Sandoz, divisão de genéricos do Grupo Novartis, é líder global no mercado de genéricos. A Sandoz abriga aproximadamente 26,500 colaboradores em mais de 160 países, oferecendo uma ampla gama de produtos de alta qualidade e acessíveis que não estão mais protegidos por patentes. Com vendas líquidas de USD 9,2 bilhões de dólares em 2013, a Sandoz tem um portfólio de aproximadamente 1,100 moléculas, e ocupa a posição de número #1 no mercado global de biossimilares e também no mercado de genéricos injetáveis, oftalmológicos, dermatológicos e antibióticos, complementada por posições de liderança em cardiovascular, metabolismo, sistema nervoso central, dores, gastrointestinal, respiratório e áreas terapêuticas hormonais. A Sandoz desenvolve, produz e comercializa estes medicamentos bem como substâncias farmacêuticas e biotecnológicas ativas. Aproximadamente metade do portfólio da Sandoz é composto por produtos diferenciados, que são definidos como produtos que são mais difíceis de se desenvolver cientificamente e fabricar do que os genéricos padrão.

Além de um forte crescimento altamente sustentável, desde a consolidação de suas empresas de genéricos sob a marca Sandoz em 2003, a empresa tem se beneficiado de um forte crescimento de suas aquisições, que incluem a Lek (Eslovênia), Sabex (Canadá), Hexal (Alemanha), Eon Labs (EUA), Ebewe Pharma (Áustria), Oriel Therapeutics (EUA), e Fougera Pharmaceuticals (EUA).

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